Respondiendo al llamado de la campaña internacional lanzada por la UNT en apoyo y solidaridad con el pueblo venezolano, contra los golpistas y a favor del NO, el P-SOL, nuevo partido conformado principalmente por militantes expulsados del PT por no compartir la óptica neoliberal de Lula, decidió enviar una delegación de parlamentarios y dirigentes para apoyar las actividades previas al 15 de Agosto. El diputado Babá (P-SOL PA) estará en Venezuela del 30 de julio hasta el 8 de Agosto.
A continuación una entrevista con Babá hecha por Combate Socialista, en la cual Babá expresa su apoyo a la campaña internacional lanzada por dirigentes de la UNT y de Opción de Izquierda Revolucionaria (OIR).
Combate Socialista: Qual a importância de sua viagem á Venezuela?
Babá: A Venezuela, assim como os demais países da América Latina, sempre foi considerada pelo imperialismo norte-americano seu quintal. Historicamente, interveio de forma direta ou indireta sobre os assuntos políticos e econômicos, impondo governos, dando golpes ou saqueando nossas riquezas. Então, quando um país como a Venezuela oferece uma resistência a essa intromissão, o dever dos militantes revolucionários, independente das divergências que possam existir com este governo, é de solidarizar-se a este processo. E minha viagem é para isso, para tomar contato com os trabalhadores e o povo daquele país, participar de suas atividades e alentar para que essa luta continue crescendo, já que um triunfo deles, será um estímulo para os trabalhadores brasileiros que devem enfrentar um governo que aplica as políticas do FMI e do imperialismo.
CS: Muitos companheiros comparam Chávez com Lula. Qual a semelhança entre eles?
Babá: Olha, semelhança, só se for para dizer que ambos continuam governando sob um sistema capitalista, no qual, os que decidem continuam sendo os burgueses e não os trabalhadores. Eu acho que a partir daí, tem muitas diferenças. Vejamos uma questão muito séria para nós: a reforma agrária. Enquanto Lula não sai da estaca zero - uma vez que todos os pequenos avanços alcançados no governo Lula são resultado de grandes lutas dos trabalhadores rurais sem-terra - o governo Chávez assentou nos últimos anos mais de 100 mil famílias, o que representam em torno de 500 mil pessoas, num país com uma população sete vezes menor que a do Brasil. Em relação á educação, duplicou o orçamento para esse setor, e iniciou por meio das “misiones” um processo de alfabetização sem precedentes na Venezuela; o mesmo em relação á saúde, na qual com o apoio de centenas de médicos cubanos está melhorando a situação da saúde pública. Basta olhar o que acontece com a saúde e a educação no Brasil, para estabelecer a comparação. Outro caso emblemático, é o do petróleo, que sempre esteve á serviço do enriquecimento da burguesia corrupta da Venezuela. Chávez colocou um freio no processo de desnacionalização de PDVSA, que era feito por meio da terceirização dos serviços, oposto ao que faz Lula, que está entregando o “filé mignon” da PETROBRAS ás multinacionais. Então: Chávez é um governo que, ainda que de forma limitada, fez reformas, e mantêm alguma independência do país ao não aceitar todas as ordens do imperialismo. Lula, de forma escancarada acelerou a entrega e a submissão do país ao imperialismo.
CS: Qual a perspectiva que você vê para a Venezuela a partir desta situação?
Babá: Sem dúvida, a Venezuela está em uma encruzilhada. Porque no confronto contra o imperialismo e os golpistas, não há meio termo. Ou se avança ou se retrocede. Neste sentido, acho muito importante que uma vez derrotada a direita no plebiscito, o processo de mobilização continue encurralando e enfraquecendo o poder econômico e político do imperialismo e dos grandes empresários golpistas rumo a mudanças estruturais no país. Por isso, tenho acordo com os companheiros de OIR que defendem a necessidade da organização política independente dos trabalhadores e do povo.